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A Tribulação chamamos os eventos que ocorrem na primeira metade da septuagésima semana de Daniel. Esta é considerada a parte menos severa de todo o terror que se desencadeará na segunda metade, a qual denominamos “Grande Tribulação”. Você pode encontrar mais detalhes sobre este tema em nosso material completo: Manual do Apocalipse e Tempo do Fim.

A Tribulação compreende acontecimentos dentro de um cronograma de 42 meses (ou três anos e meio). Esse período também é descrito como “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, a forma enigmática como Deus entregou a revelação ao profeta Daniel.

Este período revela como será o engano e a falsa paz implantada no mundo através do Dragão e do Falso Profeta. Abaixo, apresentamos a ordem cronológica dos fatos:

A Tribulação: Os Acontecimentos do Fim

Os Santos do Altíssimo (o remanescente) serão arrebatados antes que a ira do Senhor se derrame sobre toda a Terra. “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos. Vai, pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira.” (Isaías 26:19-20)

As principais referências sobre o Arrebatamento são: 1 Coríntios 15:51; 1 João 3:2; 1 Tessalonicenses 1:10 e 4:15-17; Apocalipse 3:10-11.

O Arrebatamento dos Santos

Com o arrebatamento dos santos, a ação do Espírito Santo também cessará na Terra. Assim como nos dias de Noé, quando Deus viu que a maldade humana era grande e limitou Sua atuação, ou como quando Sua glória se retirou nos dias de Ezequiel, o Espírito deixará de agir como convencedor do mundo após a retirada da Igreja.

“Então disse o Senhor: O meu Espírito não agirá para sempre com o homem.” (Gênesis 6:3)

A “semana de Daniel” inicia-se com uma grande batalha nos céus — uma guerra invisível aos olhos humanos, mas de enorme influência terrena. Satanás será lançado na Terra em decorrência desse conflito espiritual (Apocalipse 12:7-9).

Enquanto a batalha ocorre no mundo espiritual, desenrola-se na Terra um acordo de paz. Será uma aliança de sete anos, equivalente a uma “semana”: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana” (Daniel 9:27). Estes sete anos dividem-se em duas partes: Tribulação e Grande Tribulação.

O Começo da Tribulação (42 Meses)

Este período marca o surgimento do homem iníquo (ou homem da iniquidade). Ele apresentará soluções globais sem precedentes. Conforme as Escrituras, ele não terá o “amor das mulheres” (o que sugere que não se relacionará com elas ou desprezará o desejo natural feminino), amará a si mesmo acima de tudo, não respeitará os deuses de seus antepassados e buscará a própria adoração.

“E este rei fará conforme a sua vontade, e levantar-se-á, e engrandecer-se-á sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas espantosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito.” (Daniel 11:36-37).

A Tribulação e Grande Tribulação
O Anticristo e a Falsa Paz

O Anticristo estabelecerá um acordo de paz, mas será uma falsa paz. Como está escrito: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer” (Apocalipse 6:2).

As Escrituras advertem sobre esse período de aparente tranquilidade: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3).

A Aliança e o Templo

Uma aliança entre as nações está prevista tanto em Apocalipse quanto em Daniel:”E ele firmará aliança com muitos por uma semana” (Daniel 9:27).

Este acordo será realizado entre judeus e muçulmanos para permitir a adoração no local onde hoje se encontra a Mesquita, em Israel. É nesse cenário que vemos o átrio (a parte externa do templo) sendo pisado pelos gentios por um período de 42 meses (ou “um tempo, dois tempos e metade de um tempo”), o que equivale a 1.260 dias. Sobre esse momento, Jesus afirmou que Jerusalém seria pisada pelos gentios até que o tempo deles se completasse (Lucas 21:24).

(Para aprofundar-se no estudo sobre a Grande Tribulação, continue para a parte 3 clicando AQUI).

Crise Econômica e o Sistema Global

O acordo também trará uma solução para a crise econômica global, através do surgimento de um Sistema Comercial Mundial. Esse sistema será implementado por meio de uma marca (666) na testa ou na mão direita: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome” (Apocalipse 13:16-18).

Tribulação e Grande Tribulação: A Perseguição

Nesse período, os crentes que não subiram no Arrebatamento gemerão de medo e, simultaneamente, terão sede da Palavra do Senhor. Todos aqueles que se recusarem a aceitar o novo sistema comercial e religioso serão perseguidos e mortos (Apocalipse 13:7; Daniel 7:25).

A Bíblia exorta à perseverança: “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos” (Apocalipse 13:10).

Quando as almas dos que foram mortos na primeira parte da Tribulação pedem justiça, a resposta divina é: “…que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram” (Apocalipse 6:11).

A Fome da Palavra e o Grande Avivamento

O profeta Amós predisse um tempo de fome espiritual sem precedentes: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Amós 8:11). As pessoas buscarão a Palavra e não a encontrarão facilmente; ela estará para muitos como um “livro selado”. A conversão ocorrerá como no Antigo Testamento: somente pela fé, com o próprio coração convencendo o indivíduo da realidade de que Cristo é o Senhor.

Apesar da dor, este será um dos maiores — se não o maior — avivamentos da história. Nunca se buscará tanto a Palavra de Deus como os santos da Tribulação buscarão. Segundo a visão de João, uma grande multidão será morta na primeira parte da Tribulação (Apocalipse 6:10-11) e a perseguição se tornará ainda mais intensa durante a Grande Tribulação (Apocalipse 7:13-14).

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